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porque as comunicações e as artes estão convergindo?

por vera_bighettiÚltima modificação 11/09/2005 19:28

SANTAELLA,Lucia - Porque as comunicações e as artes estão convergindo? Editora Paulus – São Paulo. 2005.

Lucia Santaella, divide em períodos  as diferentes etapas da evolução da comunicação,

São períodos subseqüentes que não apagam os anteriores, que se sobrepõem e se misturam, em uma malha cada vez mais complexa.

 

  1. Comunicação oral
  2. Comunicação escrita
  3. Comunicação impressa,
  4. comunicação propiciada pelos meios de comunicação em massa
  5. comunicação midiática
  6. comunicação digital

 

 A convergência das comunicações e das artes se dá a partir do período da cultura de massas, inicia-se a intersemioticidade e a hibridização dos meios .

Os meios de comunicação e os meios de produção, distribuição e consumo cada vez mais populares, instauraram a chamada cultura das mídias (vídeos, super 8, filmadoras etc)

Com o  computador  inicia-se a cibercultura ou cultura digital que aproxima e converge cada vez mais a comunicação e a arte. (pg 17)

 

Santaella, divide o texto em 7 capítulos:

 

1.     fotografia as afinidades e os atritos com a arte – Iniciam a era da reprodutibilidade e conseqüentemente a destruição da aura da obra de arte. Modificando também os modos de exibição, para um museu imaginário, a arte de todo tempo e espaço., como experimentação da arte. A fotografia trouxe novos modos de ver, acabando com o mito de que nosso olhar é algo natural e inocente. (pg.22) A hibridização iniciada no impressionismo resiste até hoje, sempre mantendo relações de atração e repulsa. O abstracionismo como um olhar vinculado a imagem aérea, segundo Dubois. Com Pollock se estabelece a perda de referencia e o deslocamento multidirecional. A fotografia computacional digital envolve o input, a modelagem e a renderização mediada por softwares cada vez mais amigáveis, criando e modificando a partir de um banco de dados da memória do computador, para finalizar uma imagem sem vínculos existenciais. A simulação é uma das características da imagem mapeavel, a imagem pós-fotográfica não apresenta mudanças na aparência, mas na substancia simbólica da sua construção. (pg. 30)

 

2.     cinema – como experimental e como arte O experimental surge sempre que um novo meio de produção de linguagem é explorado.  O experimentalismo ocorre nas artes e nas comunicações. O cinema incorpora qualidade da literatura e da televisão, como no caso dos “ tempos mortos”. O cinema na era computacional incorpora o tridimensional, e efeitos especiais ( pg, 36)

 

 

3.     arte e industrialização da  cultura-Depois de movimentos  como conceitualismo, land art, performance o significado da obra de arte implica no contexto em que ela existe. Andy Warhol,Roy Lichtenstein , trabalhavam o objeto como representação da realidade do desenho gráfico, da foto, do anuncio publicitário. (pg 39) Em alguns casos como celebração do consumismo ou uma relação de critica, na busca de ser cultura de massa Apropriação da imagem para ser manipulada passando de uma linguagem de cultura de massa industrializada para ser uma linguagem especifica da arte. A recontextualização do produto da era industrial. ( pg 40)

 

4.     as mídias e a imagem artística- Pelo banco de dados de fácil acesso, cada vez mais essas imagens são absorvidas, recicladas e imitadas  (pg 42) pelas mídias. Atingindo o prestígio de “obra de arte” pela industria da publicidade com cerimônias de premiação

 

 

5.     pos modernidade e desterritorialização da cultura- A cultura híbrida e desterritorializada  atinge seu limite máximo pela globalização (local e global) ( pg 48)

 

6.     vídeo e arte – A pop art,o minimalismo e o conceitualismo,manifestavam  a tendência de eliminação das fronteiras entre a arte e o cotidiano. Nesse ambiente a videoarte surge e é absorvida pelos meios de massa, a televisão. (pg 51) Surge o que conhecemos como arte tecnológica, que  utiliza a tecnologia disponível comercialmente para todos. A câmera portátil, traz a estética do vídeo experimental  lúdico (pg 52) como uma critica a estética da sociedade televisiva e cada vez mais presente nos círculos tradicionais e convencionais de arte (pg.53). A câmera de vídeo torna-se parceira das performances, já em 1990 a câmera digital e equipamentos de edição  aproximam-se  do cinema. Um meio barato, para alcançar efeitos sofisticados, antes privilégio de produtores das mídias comercias. (pg 55) para desenvolver  o que conhecemos como  artemídia. Com o avanço da tecnologia digital, os trabalhos de arte incorporam som, imagem,vídeos cenários, com a integração de diversas linguagens. O limite entre arte e não arte cada mais  difuso mas a intencionalidade do artista está em criar sem qualquer outro propósito que não seja o da própria criação.(pg.57) 

 

7.     comunicação digital e arte interativa,   A arte tecnológica desde o inicio convive com as maquinas interativas que incorporam e automatizam as ferramentas pictóricas, sonoras e textuais. automatizando as ferramentas pictóricas, as técnicas textuais e sonoras. As imagens pós-fotográficas são criadas numericamente, independem do registro da realidade visual. Do pós-fotográfico para o hipermidiático. Hipermidiatico trata-se de uma linguagem digital que permite a manipulação, visto que são constituídas inteiramente de dígitos, em um sistema dinâmico (Peter Weibel- apud Rush, 2001:170). Instauram-se então as artes computacionais, que explora a habilidade de manipular tecnologia e não mais a manipulação de  materiais.  Manipula-se eletricidade, elétrons sobre uma tela que produzem a aparência da imagem.

 

O status de gênio do artista é posto em xeque, o processo artístico é o processo de solucionar problemas. A genialidade é substituída pela  engenhosidade do artista ( pg 62)

 O meio digital carrega a qualidade de ser interativo, e a arte a explora não com o simples clicar mas de forma que os trabalhos reagem de modo participativo, explorando por outro lado a realidade virtual, criando o cinema expandido e a busca pelo novo cinema interativo. A interatividade se manifesta tão amplamente que já é chamada de “segunda interatividade”, segundo Couchot  (Couchot et al.2003:27/38), isto é quando as maquinas oferecem respostas similares ao comportamento humano (pg 66)

A interface com elementos de matemática, física e biologia  desbravam territórios, regeneram sentidos, deixando de ser apenas técnico para ser vital ( pg 67)

Como uma linguagem nova, prescinde de uma critica especializada para diferenciar o higt tech da arte digital e a nova estética do cruzamento da ciência e da arte.(pg 67-68)

 

As imagens hoje são medidas pelo peso e se dão à visão por mapas informacionais. O volume  diz respeito à quantidade de bytes . Programas de edição de imagem em movimento, por exemplo, costumam dispensar os frames (quadros) redundantes, e o excesso pode significar  a  má recepção quando on line.  Portanto a estética da transmissão é outra preocupação dos trabalhos de arte digital, na Internet, que ocupam  as telas dos computadores, Palm, iPods e todos os dispositivos conectados. Tudo interfere em sua transmissão e recepção.

Criar nessas e para essas condições é então não só pensar uma estética da transmissão, mas também jogar com uma articulação do imponderável e do imprevisível que, por sua vez, impõem refletir acerca de estratégias de programação e publicação que tornem a obra legível, decodificável, sensível. [1](Beiguelman, Giselle, 2005)



[1] BEIGUELMAN, G. (2004). “Admirável Mundo Cíbrido”. IN: BRASIL, A. et. al. Cultura em Fluxo (novas mediações em rede). Belo Horizonte, Editora PUCMinas, pp. 264-282.

 

BEIGUELMAN, G. (2004). //**Code_UP. http://container.zkm.de/code_up

 


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