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texto em desenvolvimento aula 18/08/05

by vera_bighetti last modified 17/08/2005 15:24

KAC, Eduardo 2005- Telepresence and bio art: networking humans, rabbits and robot University of Michigan Press. USA. pag 59- 87 PAUL,Christiane 2003 Digital Art - Thames & Hudson world art USA pag. 67/139

 

PAUL,Christiane .2003 Digital Art. Cap.2 (Digital Technologies as a Medium) Thames& Hudson World of Art -Usa

KAC, Eduardo . 2005 Telepresence an Bioart. Cap. 2 (The Internet and the Future of Art) University of00 Michigan Press- USA

 

 

1)                 Definição de Interatividade  - Não é apenas um evento mental, mas entende-se por interatividade nos projetos de arte digital quando a ação explora de modo performático o trabalho de arte. Temos agora  um numero complexo de possibilidades interativas, remotas ou imediatas que são características únicas dos trabalhos do meio digital.. Oferecem muito mais do que o simples clicar e  interage na navegação, na narrativa, na estrutura processual e na lógica do contexto. Controla a aparência criada pelo artista ou a audiência. ( Paul, C. Pg 67)

2)                 Particularidades das mídias digitais-  o pixel carrega informação,que pode ser acessada, modificada, copiada e recortada,  deixa de o existir o original.

3)                 Particularidades das mídias on line- a informação pode ser infinitamente  aberta, reciclada e reproduzida em diferentes contextos. Explora a idéia de recombinação., recontextualização da informação que é inerente  a lógica do banco de dados  de todos os projetos de arte digital

4)                 Papel da interface- Interface é aonde  e por onde  os trabalhos de arte digital são percebidos e realizados

5)                 estrutura da Interface- é o lugar da realização, como membrana de limites maleáveis , ora está no físico, ora está no virtual mais como uma espuma que se amolda , se distorce, laceia e retrai.

6)                 Definição de Instalação interativa – Alguns aspectos  comuns das instalações interativas   está na exploração de um mundo virtual distribuído. Outro  modelo de projeto é o para web em que  o participante esta interagindo  a distancia ou quando o participante está no espaço da instalação para  promover uma relação entre o espaço físico e o virtual, criando um balanço perfeito entre eles. Alguns projetos pretendem transmitir as qualidades do virtual para o espaço físico real e outros ainda tentam a fusão dos dois espaços. Resumindo as instalações interativas pretendem sempre promover  uma relação entre o espaço físico e o virtual, para ser interagido no virtual  pelo usuário que pode estar  dentro ou fora  do espaço físico da obra.(Paul, C. pg 71)

 Projetos que trabalham a arquitetura como um ciberespaço liquido, em que toda arquitetura e estrutura programada flui, transcende as leis do mundo físico( Paul, C pg 81)

 

 

7)                 Diferenciação entre Cinema Digital, do tipo de "Place a User's Manual, de Jeffrey Shaw, e Instalação Interativa.

 O trabalho de Shaw combina diferentes mídias, como fotografia panorâmica, cinema imersivo, redefinindo o que estamos acostumados a ver como cinema, uma projeção em sala escura. Ele movimenta as imagens projetadas em 360º em 3D, remontando o real em  um espaço virtual. Existe um elemento de interação como uma troca ou  jogo entre o real /virtual, entre o filme /vídeo e o participante que se move no real e no virtual, com possibilidades de novas narrativas.  (Paul, C- pg.102)

8)                 Diferenciação entre enhanced cinema e webcinema

Ao colocarmos imagens de WEB Cam nas galerias e exposições estamos radicalmente modificando seu contexto, transmitindo informações em tempo real que nunca  serão repetidas ( Paul, C pg 105)


9)                  Aproximações metodológicas e de pressupostos estéticos entre Olia Lialina, Alexei Shulgin, Vuk Cosic, Webstalker (I/O/D) e JODI   Todos estão preocupados em discutir NET ART,  como gênero de arte na WEB.  Desenvolvem projetos  que formam  a base crítica desse gênero de arte, como comunicação e transmissão de informação.

Procuram questionar as regras “convencionais” da web,com  projetos de transgressão na tentativa de atingir os limites da mídia e seus paradigmas, reinterpretando conceitos culturais. (Paul, c pg. 119)

-o projeto jodi .org   trabalha a WEB   com uma linguagem criada para substituir alguns arquivos padrões das páginas dos sites, remontando pela nova sintaxe programada  uma nova página  de arte ASCI .O projeto Refresh também trabalha com programação para que uma cascata de páginas se abra  na interação,criando em looping uma seqüência  automática. São projetos que oferece uma metamorfose randômica pela informação instável conectada a outros elementos.  (Paul, c pág 120)

 

10)             Distâncias  entre os projetos mencionados acima e  RiotDesktop Theater e CNN Intercative Just Got More Interactive-  Projetos de remixagem que apagam o contexto original para recombinar  e colar  segundo a interação  e o banco de dados do autor. A preocupação estética esta na recombinação de contextos  para a criação de um novo texto visual ou sonoro . Exploram a  a desterritorialização convencional dos domínios, sites e páginas remontando de modo não tradicional questionando as noções de território e autoria.

 

 

11)             Especificações de projetos on line (qto. às suas modabilidades discursivas e práticas)


12)             Questões particulares à Realidade Virtual e realidade aumentada (Paul, C pg 125)

A questão atual da realidade virtual é a tentativa de propor projetos em que o corpo perde sua matéria e o transforma pela interação em apenas sensações. (P,C pg. 126)

A realidade aumentada ainda incipiente pretende  num futuro próximo, propor mudanças nos conceitos básicos de nossa percepção. Dentro de uma realidade virtual em 3D estaremos agindo, controlando participando de um espaço tecnológico  sem nosso corpo mas com apenas nossas sensações e “espírito” (Paul, C pg. 132)

 

 

Agora a definição das figuras específicas da net.Art. de Alexei Shulgin

Formação de comunidades de artistas à margem de nações e disciplinas.
2. Inversão sem interesses materiais.
3. Colaboração sem considerações pela apropriação de idéias.
4. Privilégio da comunicação sobre a representação.
5. Imediatez.
6. Imaterialidade.
7. Temporalidade.
8. Ação baseada num processo.
9. Atuação sem preocupação ou receio perante conseqüências históricas.
10.Parasitismo como estratégia.
a. Movimento que surge nos campos primários de alimentação da rede.
b. Expansão até às infra-estruturas que possuam ligação ao quotidiano palpável.
11. Abolição das fronteiras entre o público e o privado.
12. Tudo é uno.
a. A Internet como meio para a produção, publicação, distribuição, diálogo, consumo e crítica.
b. Desintegração e mutação da figura do artista, comissário, escritor, audiência, galeria, teórico, colecionadores de arte e museu.

 

Para artistas net art  existe sempre a preocupação ao desenvolver um projeto quanto a sua distribuição e o acesso á informação. Trabalhamos o espaço como um espaço social, espaço de conflito entre o meio e a exibição do trabalho. Apesar de muitos acharem que WEB e Internet sejam a mesma coisa, existe uma grande diferença entre seus conceitos. A primeira  é um protocolo amigável que permite  o acesso  fácil, e ao mesmo tempo é uma categoria da Internet em nem sempre o Web browser diferenciado consegue ser aplicado, necessitando de novos protocolos para sua utilização

A Internet incorpora  aspectos da TV, telefone, fax, vídeo, som e correio. Sua maior qualidade é a simultaneidade e agilidade da sua transformação constante. È um espaço público de milhares de pessoas e experimentações simultâneas, portanto a arte na Internet pode também ser considerada “arte pública” acessada por qualquer um em qualquer lugar..( KAC, pg.60)

 NET ART -Olia Lialina, Alexei Shulgin, Vuk Cosic, Webstalker (I/O/D) e JODI   estão preocupados em discutir NET ART, como gênero de arte na WEB.  Desenvolvem projetos de pesquisa que formam  a base crítica desse gênero de arte, como comunicação e transmissão de informação.

Procuram questionar as regras “convencionais” da web, com  projetos de transgressão na tentativa de atingir os limites da mídia e seus paradigmas, reinterpretando conceitos culturais. (Paul, c pg. 119)

 Net art produz  informações com formas particulares através de novas sensações. A Internet configura uma nova situação cultural, define um processo social, e merece nossa reflexão sobre seu impacto e potencialidade (KAC pg 69)

Os projetos de net art ao serem expostos on-line, podem ser admirados no mesmo contexto em que foram criados, não sofrendo qualquer alteração, diferentemente de obras expostas em galerias e museus ou transformadas em imagens para publicações em livros..( KAC pg 70)

Com base nos projetos RIOT (potatoland.org) e REFRESH (Alexei Shulgin, Vuk Cosic e Andréas Broeckmann) o projeto Acaso (2005)  explora a qualidade da Internet de acessar, transformar, agregar imagens, textos, links  de outros sites, randomicamente, de modo a permitir uma nova “página” ou melhor um novo modo de leitura e de informação. “Acaso” proporciona  uma metamorfose dinâmica  da informação digital da rede. Conecta diferentes elementos com outros em um looping de múltiplas referencias.

Muitos artistas exploraram a linguagem VRML, para trabalhar a realidade virtual no espaço digital. Essa linguagem começou a ser usada por volta dos anos 91, com a idéia de proporcionar movimentos dentro do espaço 3D de navegação. Aos poucos essa linguagem foi sendo substituída por outras mais  dinâmicas e amigáveis.(KAC, pg 73)

 A preocupação dos artistas de net art em criar espaço de imersão em 3D  até hoje está sendo  explorada. Os trabalhos imersivos  como OP-ERA ( Rejane Cantoni e Daniela Kutschat) Stereoscopy View de Vera Bighetti, com linguagem totalmente diferente, têm em comum a busca pelo espaço, em que a interface e a realidade virtual se confundem em um campo experimental de interação.

 

As constantes mudanças da tecnologia e os artistas experimentais buscam expandir e hibridizar a Internet com outros meios, espaços, sistemas e processos, questionando os protocolos, a estrutura da informação para desenvolver assim novos direcionamentos da arte interativa por meio de propostas coletivas, sem um moderador ou controlador. Desse modo  ampliam os limites das formas de distribuição da informação e esta deve ser a preocupação dos artistas de net art, propor e proporcionar modos alternativos de comunicação.( KAC, pg 76)

Nessa busca temos  projetos de telepresença e telecomunicação, como Ornitorrinco in Éden de Ed Bennet.

O projeto Ergoscópio de Giselle Beiguelman, que propõe um dialogo entre o espaço tangível, o espaço virtual e o publico. As imagens são codificadas em diferentes protocolos e mídias, em apenas alguns segundos a informação pode ser particular, publica, comercial etc... Promove a descentralização  e hibridização do conhecimento da informação mudando a natureza da informação de modo livre e criativo, antecipando  o desenvolvimento tecnológico que hoje está ao alcance de muitos. O participante do Ergoscópio pode interagir com o sistema transmitindo imagens e textos para  painel eletrônico, situado em diferentes pontos da cidade de S. Paulo. Podemos acessar a Internet  pelo celular, maquina fotográfica, iPOD desde que tenhamos um endereço de IP. Esses projetos são experimentações artísticas envolvendo instrumentos de telecomunicação como telefone ou fax. Muitos projetos usam SMS ( Secure Message System), textos de mensagens.  Podemos classificar o projeto Ergoscópio  como nômade, assim como projetos que utilizam, GPS, Palm Pilote e etc.

Novos protocolos proporcionam novas possibilidades para projetos de net art. Já podemos considerar que o corpo humano, será  num futuro próximo utilizado para acessar a Internet como interação e ponte para novas descobertas a serem ainda inventadas. 


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